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20/12/2011

carpe diem, quam minimum credula postero

porque o futuro é vôo implume
pondo em risco a calmaria das ondas
faz-se preciso rever esperanças
nas dobras e nos vãos do presente


por certo há prantos nos encantos
mas, ainda que em jardim de origamis,
há recortes a plantar sonatas
em quadrilhas de josés e marias


há nosso desejo de cada dia
de amar um mar de amor
e equilibrar em ondas incertas
o novo que no velho se anuncia


mas acima de tudo, há o tempo
(esse tempo sem marcos ou cortes)
inscrevendo-se no pulo do ponteiro:


“carpe diem
quam minimum credula postero”


.