porque o futuro é vôo implume
pondo em risco a calmaria das ondas
faz-se preciso rever esperanças
nas dobras e nos vãos do presente
por certo há prantos nos encantos
mas, ainda que em jardim de origamis,
há recortes a plantar sonatas
em quadrilhas de josés e marias
há nosso desejo de cada dia
de amar um mar de amor
e equilibrar em ondas incertas
o novo que no velho se anuncia
mas acima de tudo, há o tempo
(esse tempo sem marcos ou cortes)
inscrevendo-se no pulo do ponteiro:
“carpe diem
quam minimum credula postero”
.